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Ata do Copom sinaliza fim do ciclo de alta dos juros

Jornal do Brasil
30/07

O Banco Central avaliou que foram reduzidos os riscos de um cenário inflacionário, o que justificou a decisão de abrandar o ritmo de aperto monetário, segundo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).


Na semana passada, a taxa básica de juros, a Selic, foi elevada em 0,5 ponto percentual, para 10,75% ao ano menos que o previsto anteriormente pelo mercado, que esperava alta de 0,75 ponto.


Note-se ainda que há sinais de que a economia tem se deslocado para uma trajetória mais condizente com o equilíbrio de longo prazo, apontou a ata.


Segundo o documento, ainda que decrescentes, os riscos ao cenário inflacionário estão restritos ao âmbito interno, com expansão da demanda doméstica.


É plausível afirmar, entretanto, que os fatores de sustentação desses riscos mostram desaceleração na margem. Por outro lado, segundo a ata, a influência do cenário internacional sobre a inflação doméstica passou a revelar um viés desinflacionário.


Economista do Goldman Sachs, Paulo Leme discordou da avaliação do BC sobre o que está acontecendo na economia e suas perspectivas, apesar de considerar as explicações muito bem argumentadas.


Não vejo como permanente a desaceleração da economia brasileira, como avalia o Copom destaca Leme. O crédito continua com estímulo muito grande, principalmente nos bancos públicos. Também não considero que o cenário externo, ou seja, a situação das economias europeia e americana, seja um fator de menor pressão inflacionaria aponta.


O economista disse que o BC está dando a dica de que o ciclo de aperto nos juros está perto do final.


Para ele, o principal recado da ata é de que a autoridade vê uma boa melhora nas perspectivas de inflação, com uma avaliação de horizonte mais longo, aplicando a política monetária para alcançar a meta de inflação de 2012.


Mas o BC ainda deixa em aberto as próximas decisões, porque é preciso saber o que vai acontecer com o ritmo de atividade e com a inflação ate o fim do ano. Para setembro, mantenho a previsão de mais um elevação de 0,5 ponto.



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